sábado, 17 de dezembro de 2011

Boas Festas

Chegou ontem ao fim o primeiro período letivo, cujo terminus corresponde à chegada das festividades natalícias. Um momento especial e único durante o ano.
Tivemos, como habitualmente, as Festas de Natal das duas escolas do Agrupamento, que culminaram com os lanches partilhados.
A Biblioteca Escolar deseja à Comunidade Educativa um Bom Natal e um Próspero Ano Novo.
Em janeiro estaremos de regresso com mais livros, recentemente adquiridos no âmbito do Plano Nacional de Leitura (PNL), com mais CD's de música e com mais filmes.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Arroz doce na Biblioteca

Desde as nove horas da manhã está a decorrer o Ateliê de Doçaria Tradicional Portuguesa na Biblioteca Escolar, em Martinlongo.
A turma A do 9º ano está a confecionar arroz doce, segundo uma receita fornecida por uma assistente operacional.
Entre as nove e as nove e trinta, um grupo de alunos formado pela Cristina Silvestre, pela Jéssica Pereira e pelo Vasco Martins, deu início à confeção deste doce típico português. Seguiram-se sucessivamente os alunos Jorge Guerreiro e Miguel Rodrigues. Neste momento é o aluno Alexandre Jacinto que está ao comando das operações. A referida assistente operacional supervisiona a confeção do arroz doce.
Durante o intervalo das dez horas e trinta minutos, estiveram ao serviço, em períodos de cinco minutos cada, os seguintes discentes: Alina Prozorovschi, Ana Fernandes, Ana Guerreiro, Ana Belchior, Cristiana Silvestre.
A aula de língua portuguesa, das onze horas, decorrerá na Biblioteca, ficando vários alunos responsáveis pela confeção da nossa especialidade, enquanto os restantes se dedicam à leitura da obra Zorro - O Começo da Lenda de Isabel Allende, no âmbito do Plano Nacional de Leitura.
Cerca das doze horas, o arroz doce estava pronto, foi colocado em copinho, polvilhado com canela e colocado no frigorífico até às quinze horas, altura em que será degustado pelo público.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dia da Declaração Universal dos Direitos do Homem

No passado sábado, dia 10 de dezembro, assinalou-se o Dia da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Neste âmbito, as Bibliotecas Escolares do nosso Agrupamento realizam exposições subordinadas à temática da violência de género, de que daremos conta em próximos post's.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ateliê de doçaria tradicional

Os docentes de língua portuguesa, inglês e francês levarão a cabo na próxima semana ateliês de doçaria tradicional dos países lusófonos, francófonos e anglossaxónicos. Cada turma desenvolverá uma atividade, que terá lugar na quarta feira, dia catorze de dezembro, na Escola Básica Professor Joaquim Moreira, e na quinta feira, dia quinze, na Escola Básica Integrada de Alcoutim.
Até ao momento ainda não foi divulgada muita informação sobre os doces que serão confecionados. Sabemos que as turmas do nono ano dos dois estabelecimentos de ensino confecionarão arroz doce e os ateliês dessas turmas terão lugar nas respetivas bibliotecas escolares.
Não deixem de nos visitar e assistam à confeção do arroz doce. 

Visita do 5º A

A turma 5ºA da Escola Básica Professor Joaquim Moreira visitou hoje, das 9:00 às 10:30 a Biblioteca Escolar e estiveram a realizar um jogo lúdico no âmbito da formação de utilizadores.
Conjuntamente com o Professor Bibliotecário exercitaram a consulta de dicionário.
Segundo os alunos, a atividade foi engraçada.

Livro da Semana - de 5 a 9 de dezembro

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dia do Mar

Hoje assinala-se o Dia do Mar. Esta é uma efeméride significativa num país com uma extensa costa e uma larga tradição marítima. O mar sempre desempenhou uma grande importância na história de Portugal, tanto pela dimensão económica que sempre desempenhou na economia portuguesa como pelos feitos levados a cabo pelos portugueses ao longo de séculos.
Os alunos do Clube de Ambiente da Escola Básica Professor Joaquim Moreira realizaram trabalhos de pesquisa que serão hoje expostos pela escola.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Concurso Artístico Hans Christian Andresen

A Câmara Municipal de Silves lançou o Concurso Artístico Hans Christian Andresen, cujo Regulamento seguidamente apresentamos:


Regulamento do Concurso Artístico Hans Christian Andresen
Escolha o poema ou os contos e apresente textos literários ou trabalhos de artes visuais que identifiquem os valores neles expressos.


NORMAS

1 – O concurso destina-se a todas as pessoas de todas as idades.

2 – Cada concorrente pode concorrer comumoumais trabalhos para cada categoria (texto literário e trabalho de artes visuais).

3 –Oconcurso ocorre de 5 de Novembro de 2011 a 31 de Janeiro de 2012, com cerimónia de entrega de prémios a 4 de Fevereiro de 2012.

4 – Os trabalhos devem ser entregues na Biblioteca Municipal de Silves, acompanhados da ficha de inscrição e identificados com o nome do concorrente.

5 – Para cada categoria (texto literário e trabalho de artes visuais) serão atribuídos três prémios:

5.1 – Ao primeiro prémio será atribuído:

· Colecção «Contos de Hans Christian Andersen», composta por 15 livros com 36 contos, ilustrados por artistas plásticos portugueses;

· Livro com 43 contos de Hans Christian Andersen;

· Pasta comRecortes de Papel deHansChristian Andersen;

. CD áudio, coma narração de 7 contos deHans Christian Andersen.

5.2 – Ao segundo prémio será atribuído:

· Livro com 43 contos de Hans Christian Andersen;

· Pasta comRecortes de Papel deHansChristian Andersen;

. CD áudio, coma narração de 7 contos deHans Christian Andersen.

5.3 – Ao terceiro prémio será atribuído:

· Livro com 43 contos de Hans Christian Andersen;

. CD áudio, coma narração de 7 contos deHans Christian Andersen.

6 – O júri que presidirá à selecção dos trabalhos será constituído por personalidades de relevo nas artes literárias e visuais.

O júri reserva-se no direito de não atribuir ou atribuir de forma diferente os prémios das duas categorias.

Falamos de uma centena e meia de contos de Hans Christian Andersen, escritos para seremlidos emvoz alta e, também, ilustrados, cantados, dançados, musicados, recriados… e falamos da iniciativa

TUDO DANÇA – recriações artísticas segundo umseu poema:
Toca, alegremente, o Violino. / Tudo dança! Dou a minha Palavra!

Olha, a Terra gira à volta do Sol, / E a Lua à volta da nossa Terra;

Dançamos todos, uns com os outros, / Até o Coração anseia avançar.

E, se o Vinho sobe à Cabeça, / Temos a Sala, também, a dançar.
o Poeta dança e canta em homenagem a…

– o sol, a lua e as estrelas dançam;

– a primavera, o verão, o outono e o inverno giram de mãos dadas;

– as crianças, as mulheres e os homens dançam uns com os outros;

– os animais correm, saltam e dançam;

– a luz do sol e as sombras das nuvens na terra dançam;

– as folhas secas, caídas das árvores no outono, dançamcomo vento;

– os bandos de aves no céu e os cardumes de peixes nomar dançam;

– as palavras e as suas letras dançam no papel;

– no campo as flores e as borboletas dançam na luz do sol;

– as chamas do fogo dançam e as ondas do mar dançam;

– o vento empurra e gira o ar, as gotas da chuva saltame pulam;

TUDO DANÇA! – e a dança macabra?


CONTOS

- A Rainha das Neves - 
O Diabo brinca! As trevas da razão fria e o calor do coração humano de um menino e uma menina;
-A Família Feliz –
A ironia de uma vida diminuída e presunçosa a passo de caracol – onde o centro do mundo é o próprio umbigo;
-A Rapariguinha dos Fósforos –
Como a criança, o pobre encontra-se sem defesa – a rapariguinha paga com a própria vida;
-A Sombra –
Traído pelo seu mais íntimo – o Homem não resiste à vontade da sua sombra, que toma o seu lugar e a sua vida;
- O Elfo da Rosa –
A fidelidade do amor, para além da morte;


- É Absolutamente Certo! –
Até onde a ironia da má língua nos leva;


- Os Sapato Vermelhos –
Quando a vaidade toma o poder sobre uma criança e reclama a sua vida – a tentação, a perdição, o castigo e o perdão;
-A Nova Vestimenta do Imperador –
Todos sabem que tudo é falso – ouve-se a voz do inocente «não leva nada vestido»;
-João Pateta –
Franco, atrevido e irreverente, assim «se vence na vida»;


-No Pátio dos Patos –
Sobre o precioso que o artista nos oferece e a sociedade medíocre que, com as suas invejas compaixões, mata o artista e banaliza a sua arte.
-As Flores da Idinha –
Quando o narrador conta e recorta no papel, o mundo da criança ganha a sua própria vida.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A Lenda de São Martinho

Dia de São Martinho

Comemora-se no dia de hoje o Dia de São Martinho (11 de novembro). Esta festividade é assinalada em Portugal com a degustação de castanhas, umas vezes cozidas, outras assadas. Há quem prefira mais as castanhas assadas, há quem as prefira cozidas.
No intervalo da tarde, haverá Magusto - assim se designa a degustação das castanhas neste dia - nos dois estabelecimentos de ensino do nosso Agrupamento. A partir das 14:50, em Alcoutim, a partir das 15:00, em Martinlongo.
Existe uma provérbio muito conhecido relativo a esta efeméride: «Dia de São Martinho fura-se a pipa e prova-se o vinho».
Este provérbio refere-se a outra das tradições deste dia. Além da degustação das castanhas, prova-se também o vinho.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Novembro é mês de Feira do Livro

O mês de novembro, que ontem teve início, terá como ponto alto, em termos de atividades da Biblioteca Escolar, a Feira do Livro, que decorrerá na semana de 21 a 25.
A Feira do Livro é organizada pela Biblioteca Escolar e pela Educação Pré-Escolar Itinerante, com a colaboração dos Departamentos Curriculares do 1º Ciclo e de Línguas.
A Feira terá lugar em diversos locais do território educativo do Agrupamento de Alcoutim. Assim, no dia 21, decorrerá nas aldeias do Pereiro e de Giões; no dia 22 e 23, na vila de Alcoutim, junto à Casa dos Condes; e nos dias 24 e 25, na aldeia de Martinlongo, na Rua Direita.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sítio de Ciberdúvidas

Caros colegas,
Recebemos a informação de que já se encontra disponível o novo serviço do Ciberdúvidas – a Ciberescola da Língua Portuguesa – em www.ciberescola.com. O lançamento oficial está previsto para o próximo dia 28 de outubro.
A Ciberescola da Língua Portuguesa é uma plataforma de ensino e apoio ao ensino do português, na componente de língua materna e na componente de língua não materna /estrangeira. Integra recursos para professores, exercícios interativos e cursos a distância. O acesso é universal e gratuito. Não é necessário descarregar nenhum software adicional.
Todos os conteúdos, quer dos exercícios (cerca de 1000 até ao momento), quer dos cursos, quer do banco de recursos, são originais, produzidos e geridos por professores e investigadores em linguística, literatura e ensino de língua. São visadas, equilibradamente, as competências da gramática, leitura, escrita, oralidade e vocabulário. Nesta medida, a plataforma constitui-se como um projeto inovador no universo de oferta de ensino do português via Web.
Chamamos a atenção especial para o menu "guiões" com Guiões de aula: para implementar os exercícios no decurso da aula.
Recordamos mais uma vez o endereço eletrónico: http://www.ciberescola.com/

Com os melhores cumprimentos

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Fome no Mundo Explicada a Meu Filho

— Quantas pessoas no mundo estão atualmente ameaçadas de morrer de fome?

— A FAO (Food and Agricultural Organization),Organização para a Alimentação e a Agricultura das Nações Unidas, avalia, no seu último relatório, em mais de 30 milhões, o número de pessoas que morreram de fome em 1999 e, para o mesmo período, em mais de 828 milhões de seres torturados pela desnutrição grave e permanente. São homens, mulheres e crianças que, devido à falta de alimentos, padecem de lesões frequentemente irreversíveis. Ou morrem num prazo mais ou menos breve, ou vegetam num estado de deficiência grave – cegueira, raquitismo, desenvolvimento precário da capacidade cerebral, etc.

Tomemos o exemplo da cegueira: em cada ano, sete milhões de pessoas, normalmente crianças, perdem a vista, na maioria das vezes por falta de uma alimentação suficiente ou como consequência de enfermidades vinculadas ao subdesenvolvimento. Cento e quarenta e seis milhões de cegos vivem nos países da África, da Ásia e da América Latina. Em 1999, Gore Brundtland, diretora da Organização Mundial da Saúde, ao apresentar o seu plano “Visão 2020” em Genebra, disse: Oitenta por cento dos afetados na vista seriam perfeitamente evitáveis. Sobretudo por meio de uma dose regular de vitamina A para as crianças pequenas. Em 1990, havia 822 milhões de pessoas severamente afectadas pelo flagelo da fome. Podemos ler de duas maneiras estas estatísticas. Primeira leitura: as vítimas da subalimentação aumentam sem cessar no mundo, especialmente nos países do Sul; mas se comparamos os mártires do flagelo da fome com a progressão demográfica da população mundial, constatamos um ligeiro retrocesso. Em 1990, 20% da humanidade sofria de subalimentação extrema; oito anos depois, “só” 19%.

— Onde vivem as pessoas mais gravemente subalimentadas?

 — No sul e leste da Ásia, 18% dos homens, mulheres e crianças, padecem de uma severa desnutrição. Na África, o seu número alcança 35% da população continental. Na América Latina e no Caribe, 14%. As três quartas partes dos “gravemente subalimentados” do planeta são gente do campo; a outra quarta parte são habitantes das periferias que se amontoam em torno das metrópoles do Terceiro Mundo.

 — A nossa Terra poderia alimentar convenientemente em cada dia todos os seus habitantes?

— Não só isso, mas poderia alimentar pelo menos o dobro da população mundial atual. Hoje em dia somos quase seis biliões de seres humanos na Terra. Há mais de quinze anos, a FAO elaborou um relatório no qual assinalava que o mundo, no estado atual das forças de produção agrícola, poderia alimentar sem problema mais de doze biliões de seres humanos. Alimentar quer dizer fornecer a cada homem, mulher e criança uma ração equivalente a 2.400 ou 2.700 calorias diárias, uma vez que as necessidades alimentares variam segundo os indivíduos, em função do trabalho que realizam e das zonas climáticas onde vivem.

— O flagelo da fome não é então uma fatalidade?

— De modo algum. Se a distribuição de alimentos na Terra fosse justa, haveria comida suficiente para todo o mundo.

— Por que razão nunca ninguém nos fala na escola da fome no mundo e das pessoas que a provocam e daquelas que a combatem?

— Para mim, isso também é um mistério. Muitos professores de institutos e de escolas são pessoas abertas, generosas e estão profundamente solidarizadas com a luta dos povos do Terceiro Mundo. Muitos deles alertam os seus alunos quando se declara uma fome grave e promovem-se coletas públicas. No entanto, não sei de nenhuma escola onde o tema da fome, que mata todos os dias mais gente do que todas as guerras do planeta juntas, figure no seu programa. Não existe nenhum tipo de ensino onde se analise, se discuta o problema da fome, se examinem as suas raízes e os meios de lhe dar um fim.

Mas os técnicos internacionais dizem as coisas bem claras. Ouça, por exemplo, esta frase que é a conclusão de um relatório da FAO de 1998: Recent trends give no room for complacency as progress in some regions has been more than offset by a deterioration in others[1]. Isto quer dizer que as batalhas ganhas numa frente são imediatamente anuladas pelas derrotas sofridas noutra. Os bons sentimentos não bastam, são um luxo para os filhos dos ricos. A calamidade da fome manifesta-se de mil maneiras. O seu aparecimento e os seus efeitos exigem análises precisas e pormenorizadas. Mas a escola não diz nada, não cumpre a sua função. Os adolescentes frequentemente saem dela cheios de bons sentimentos e de uma vaga convicção de solidariedade, mas nunca com um verdadeiro conhecimento, uma clara consciência das origens e dos estragos da fome.

— Como se a fome fosse um tabu?

— Exactamente. Um tabu que dura há muito tempo. Já em 1952 o brasileiro Josué de Castro dedicava todo um capítulo do seu célebre livro Geopolítica da fome a esse “tabu da fome”. A sua explicação é interessante: as pessoas sentem-se tão envergonhadas por saber que uma grande parte dos seus semelhantes morre por falta de alimento que ocultam o escândalo com um espesso silêncio. Esta vergonha é compartilhada pela escola, pelos governos e pela maioria de nós.

O nível de alimentação está em relação directa com o nível de bem-estar e com o nível de saúde das pessoas. Por um lado, onde não se come o suficiente, encontramos pobreza, miséria, desnutrição, doença, fome e morte. Por outro, no extremo oposto, onde há meios de subsistência e alimentos, encontramos esperança desde o nascimento, saúde e vida.

Já no ventre da mãe, o bebé sofre as consequências desta desigualdade, inclusivamente na constituição de seu intelecto. A desnutrição da mãe durante a gestação — quando o bebé deve desenvolver o conjunto de células que o constituirão como um ser dotado de todas as suas faculdades — diminui as possibilidades de que a criança nasça, pois a placenta — alimento, água, oxigénio e anticorpos do bebé instalado no útero — não escapa aos danos causados pelas carências de alimentação. A mãe deve nutrir-se convenientemente desde a formação do embrião. A constituição física e intelectual da criança, a sua capacidade de desenvolvimento e a sua força para o trabalho também dependem da alimentação que vai receber desde o momento do seu nascimento. A criança chega ao mundo num ambiente condicionado: ou com muitos privilégios ou com muitas privações. Nos primeiros anos da história da humanidade, o mundo era aquele em que o macho mais forte se apropriava da comida da qual necessitavam a mulher e a criança. Hoje, a história não mudou em absoluto, porque os poderosos continuam a apropriar-se da comida.

— Por quê esses esqueletos da fome? Por quê esse martírio quotidiano, interminável, para tantas centenas de milhões de seres humanos?

— A causa principal das hecatombes por subalimentação e por fome aguda é a desigual distribuição das riquezas do nosso planeta. Esta desigualdade é negativamente dinâmica: os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Em 1960, 20% dos habitantes mais ricos do mundo desfrutavam de uma renda 31 vezes superior à dos 20% mais pobres. Em 1998, o rendimento dos 20% mais ricos é 83 vezes superior à dos 20% mais pobres. A concentração do rendimento e das riquezas nas mãos de uns poucos progride a grande velocidade.

O conceito de desigualdade soa-nos irreal e o seu significado é insuficiente. O termo aparece num mundo que já não se assusta com as estatísticas. As cifras acima referidas escondem uma realidade de sofrimento e de desespero. A desigualdade negativamente dinâmica que rege a ordem actual do mundo produz a seguinte situação: por um lado, um poder político, económico, ideológico, científico e militar sem limites identificáveis, exercido por uma escassa oligarquia transnacional; por outro, a falta de vida, o desespero e o flagelo da fome vividos por centenas de milhões de seres anónimos. A oligarquia decide o destino da multidão. A massa de vítimas anónimas padece, impotente, a sua própria agonia. Só a brutal imbecilidade de um regime de classes sociais existentes antes do seu nascimento, de ideologias discriminatórias, de privilégios defendidos pela violência explica a desigualdade entre os seres humanos.

A política deve velar para que todos possam saciar a fome. Seria horrível tomarmos como natural o facto de todos os anos morrerem dezenas de milhões de pessoas por causa da subalimentação crónica e da fome aguda. A fatalidade não preside à ordem mortal do mundo. Basta lembrar que, no actual estado das forças produtivas agrícolas, seria possível alimentar sem problemas doze mil milhões de pessoas. Alimentar significa proporcionar a cada indivíduo 2.600 calorias por dia. A população actual do mundo chega a menos de seis mil milhões de pessoas.

Conclusão: estamos diante de uma falta contingente e não de uma falta objectiva de alimentos. Por outras palavras, o problema da grave fome no mundo é um problema social. As centenas de milhões de pessoas que morrem todos os anos de subalimentação aguda morrem por causa da injusta distribuição de alimentos disponíveis no planeta. A Acção contra a Fome, organização não-governamental (ONG), de um compromisso exemplar, constata que “um grande número de pobres no mundo carece do alimento necessário, na medida em que a produção alimentar se ajusta à demanda solvente” Quem tem dinheiro, come. Quem não tem, morre lentamente de fome. Trata-se portanto de civilizar o actual jugo do capitalismo selvagem. A economia mundial é fruto da produção, distribuição, intercâmbio e consumo de alimentos. Afirmar a autonomia da economia em relação à fome é absurdo ou, pior ainda, é um crime. Não se pode abandonar a luta contra essa catástrofe ao livre jogo do mercado. Todos os mecanismos da economia mundial devem submeter-se a este imperativo primordial: vencer a fome, alimentar convenientemente todos os habitantes do planeta. Para impor este imperativo é preciso criar uma estrutura jurídica internacional, apoiada em tratados e normas. Jean-Jacques Rousseau escreveu: “Entre o fraco e o forte, é a liberdade que oprime e a lei que liberta”. A liberdade total do mercado é um sinónimo de opressão; a lei é a primeira garantia da justiça social.

O mercado mundial necessita de normas e de uma restrição imposta pela vontade colectiva dos povos. A luta contra a maximização do lucro como única motivação dos protagonistas que dominam o mercado e a luta contra a aceitação passiva da miséria são imperativos urgentes. É preciso fechar a Bolsa das matérias-primas agrícolas de Chicago, combater a deterioração constante das relações de intercâmbio e acabar com a estúpida ideologia neo-liberal que deslumbra a maioria dos governos dos países ocidentais. O ser humano é o único vertebrado que pode sentir na sua consciência o sofrimento do outro. Será que a constituição de uma consciência da identidade, da solidariedade radical com aquele que sofre se infere de um projecto utópico? Não. No decurso da história já ocorreram alguns saltos qualitativos análogos. Por exemplo, o nascimento do Estado. Numa época remota, os humanos fizeram uma escolha fundamental: até então, a solidariedade, a identificação com o outro limitavam-se à família, ao clã, em consequência, àqueles cujo rosto era conhecido e cuja presença física era sensível.

Com o nascimento da nação e do Estado, o ser humano fez-se pela primeira vez solidário com aqueles que não conhecia e com os que provavelmente nunca encontraria. Acabava de nascer um sentimento de identidade nacional, algumas instituições de solidariedade, uma consciência supra-familiar, uma lei comum. A única identidade humana válida é a que nasce do encontro real ou imaginário com os outros, do acto de solidariedade. Não pode haver um mundo dentro do mundo, uma inserção de bem-estar num mundo de dor. É inaceitável uma economia mundial que relega para o não-ser a sexta parte da humanidade. Se o flagelo da fome não desaparecer rapidamente do nosso planeta, não haverá humanidade possível. Portanto, é preciso reintegrar na humanidade essa “fracção sofredora”, que hoje está excluída e perece na noite.


Jean Ziegler

A Fome no Mundo Explicada a Meu Filho

Petrópolis, Editora Vozes, 2002

(Excertos adaptados)

Lê Saboreia e Responde

No âmbito do Dia da Alimentação, a Biblioteca Escolar organizou a seguinte atividade: sugerimos a leitura de excertos da obra Zorro: O Começo da Lenda de Isabel Allende e a resposta a dez questões de escolha múltipla. Entrega as tuas respostas na Biblioteca Escolar.

Identifica nos excertos de Zorro: O Começo da Lenda, da autoria de Isabel Alende, as respostas às seguintes questões:
1.       Nuria preparou um pequeno-almoço que consistia, além de ovos estrelados e arroz, de …
a)       grão;
b)       feijão;
c)       ervilhas;

2.       O cozinheiro do navio preparava uma sobremesa para a refeição de…
a)       sábado;
b)       domingo;
c)       segunda-feira;

3.       Jean Laffite anotava números num livro de contabilidade, enquanto bebia …
a)       café;
b)       chá;
c)       sumo;

4.       O jantar consistiu e m …
a)       sopa de cogumelos, prato de carne e peixe, saladas, presunto e creme catalão;
b)       sopa de cogumelos, prato de carne e peixe, saladas, queijos e creme catalão;
c)       sopa de espinafres; prato de carne e peixe, saladas, queijos e creme catalão.


5.       O padre Mendonza não prescindia de …
a)       chá;
b)       sumo;
c)       café;

6.       Juliana bebeu …
a)       um copo de sumo de fruta;
b)       dois copos de leite;
c)       dois copos de sumo de fruta;

7.        A carne é amolecida através …
a)       da colocação em água salgada durante dias;
b)       da colocação em água com vinagre durante dias;
c)       da colocação em leite durante dias;

8.       Na caverna havia …
a)       comida e bebida em cima da mesa;
b)       comida em cima da mesa;
c)       bebida em cima da mesa;

9.       Chocolate com leite e pão eram a merenda para …
a)       a matriarca;
b)       os criados;
c)       o padre Mendonza;

10.       O melaço serve para …
a)       adoçar o leite;
b)       adoçar o café;
c)       adoçar o chá;
 Para responderes, lê os excertos da obra:

«Na câmara de oficiais havia uma mesa rectangular com oito cadeiras, onde Galileo Tempesta tinha posto o pequeno-almoço. O café adoçado com melaço e fortalecido com um cheirinho de rum devolveu-lhes a alma ao corpo. A aveia aromatizada com canela e cravo-aromático foi servida com um exótico mel americano, gentileza do comandante.»
Isabel Allende. Zorro: O Começo da Lenda: 208

«Não viram o padre Mendoza, que partira cedo para Los Angeles, mas Nuria serviu-lhes um pequeno-almoço notável de feijões, arroz e ovos estrelados.»
Isabel Allende. Zorro: O Começo da Lenda: 260

«O jantar consistiu em sopa de cogumelos, um suculento prato de mar e montanha, em que o peixe rivalizava com a carne, saladas, queijos e para finalizar creme catalão, tudo regado com um tinto das vinhas da família. Diego calculou que com aquela dieta Tomás de Romeu não chegaria a velho e as filhas acabariam gordas como o pai. O povo passava fome em Espanha naqueles anos, mas a mesa da gente abastada esteve sempre bem abastecida. Depois do jantar passaram a um dos inóspitos salões, onde Juliana os deleitou até depois da meia-noite com a harpa, acompanhada a custo pelos gemidos que Isabel arrancava a um desafinado cravo.»
Isabel Allende. Zorro: O Começo da Lenda: 90

«O jantar consistiu num desfile de pratos de influência africana, caribe e cajun, como se chamava aos imigrantes vindos do Canadá: gumbo de caranguejo, feijões vermelhos com arroz, ostras fritas, peru assado com nozes e passas, peixe com especiarias e os melhores vinhos roubados de galeões franceses, que o anfitrião mal provou. Havia um abanador de tecido, para agitar o ar e espantar as moscas, pendurado sobre a mesa, accionado por um rapazinho negro que puxava um cordel, e na varanda três músicos tocavam uma mistura irresistível de ritmo caribe e canções de escravos.»
Isabel Allende. Zorro: O Começo da Lenda: 226

«O missionário mandou avisar Isabel e Nuria de que o jantar estava à espera e sentaram-se os quatro à mesa. Uma índia trouxe um tacho de greda com umas papas de milho e uns pedaços de carne cozida, dura e insonsa como sola. Não havia pão, vinho nem vegetais; faltava inclusivamente o café, o único vício que o padre Mendoza se permitia.»
Isabel Allende. Zorro: O Começo da Lenda: 256



«Dirigiu-se ao sufocante porão do navio, onde o cozinheiro estava a preparar a sobremesa dos domingos, um pudim de melaço e nozes, que a tripulação aguardava todas as semanas com ansiedade.»
Isabel Allende. Zorro: O Começo da Lenda: 85

«Longe de ser uma caverna como a que os prisioneiros tinham imaginado, revelou-se limpa, organizada e até luxuosa. As divisões eram amplas e frescas, a vista das varandas espectacular, os soalhos de madeira clara reluziam, as paredes estavam pintadas de fresco e sobre cada mesa havia jarrões com flores, tabuleiros de fruta e jarros de vinho. Um par de escravas negras conduziu as mulheres aos compartimentos que lhes tinham atribuído.»
Isabel Allende. Zorro: O Começo da Lenda: 222

«As criadas trouxeram sumos de fruta com gelo, transportado pelo rio em caixas com serradura, desde montanhas distantes, luxo a que só os ricos se podiam dar. Juliana, habitualmente inapetente, bebeu dois copos da gelada beberagem e comeu com voracidade tudo quanto havia sobre a mesa, excitada e loquaz.»
Isabel Allende. Zorro: O Começo da Lenda: 229

«Jean Laffite estava sentado no terraço, com uma chávena de café e um prato de beignets, saborosas filhoses francesas, a anotar números no seu livro de contabilidade, quando Juliana apareceu com um pano amarrado pelas quatro pontas e o colocou sobre a mesa.»
Isabel Allende. Zorro: O Começo da Lenda: 239

«Nos primeiros dias dispuseram de leite, carne e vegetais, mas antes de decorrida uma semana tiveram de limitar-se a legumes, arroz, frutos secos e a eterna bolacha dura como mármore e carregada de bicho. Também tinham carne salgada, que o cozinheiro demolhava um par de dias em água com vinagre antes de a deitar na panela, para lhe tirar a consistência de sela de cavalo.»
Isabel Allende. Zorro: O Começo da Lenda: 81

«Era a hora a que a matriarca oferecia uma merenda ao seu exército de criados: almoçadeiras de espumante chocolate com leite e pão para ensopar.»
Isabel Allende. Zorro: O Começo da Lenda: 157

«aprenderam o uso de certas ervas medicinais e a cozinhar à maneira dos Rom. Nuria incorporou nas receitas básicas da tribo - estufado de legumes, coelho, veado, javali, porco-espinho - os seus conhecimentos de comida catalã, com excelentes resultados.»
Isabel Allende. Zorro: O Começo da Lenda: 202

Dia das Bibliotecas Escolares

Hoje, 24 de outubro, é o Dia das Bibliotecas Escolares. Este dia comemorativo integra-se no Mês Internacional das Bibliotecas Escolares.
A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas do Concelho de Alcoutim elaborou um cartaz comemorativo deste evento. O cartaz foi concebido pelos alunos Alina Prozorovschi e Miguel Rodrigues da turma A do 9º ano da Escola Básica Professor Joaquim Moreira, de Martinlongo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tomas Tranströmer - Prémio Nobel da Literatura 2011

Eis quatro poemas do poeta sueco Tomas Transtromer (1931), laureado com o Prémio Nobel da Literatura este ano. O anúncio da atribuição deste galardão foi tornado público esta manhã em Estocolmo (Suécia) pela Academia Sueca de Letras.

DESDE A MONTANHA
Estou na montanha e vejo a enseada.
Os barcos descansam sobre a superfície do verão.
«Somos sonâmbulos. Luas vagabundas.»
Isso dizem as velas brancas.

«Deslizamos por uma casa adormecida.
Abrimos as portas lentamente.
Assomamo-nos à liberdade.»
Isso dizem as velas brancas.

Um dia vi navegar os desejos do mundo.
Todos, no mesmo rumo – uma só frota.
«Agora estamos dispersos. Séquito de ninguém.»
Isso dizem as velas brancas.
(1962)

HISTÓRIAS DE MARINHEIROS

Há dias de inverno sem neve em que o mar é parente
de zonas montanhosas, encolhido sob plumagem cinza,
azul só por um minuto, longas horas com ondas quais pálidos
linces, buscando em vão sustento nas pedras de à beira-mar.

Em dias como estes saem do mar restos de naufrágios em busca
de seus proprietários, sentados no bulício da cidade, e afogadas
tripulações vêm a terra, más ténues que fumo de cachimbo.

(No Norte andam os verdadeiros linces, com garras afiadas
e olhos sonhadores. No Norte, onde o dia
vive numa mina, de dia e de noite.

Ali, onde o único sobrevivente pode estar
junto ao forno da Aurora Boreal escutando
a música dos mortos de frio).
(1954)


A ÁRVORE E A NUVEM

Uma árvore anda de aqui para ali sob a chuva,
com pressa, ante nós, derramando-se na cinza.
Leva um recado. Da chuva arranca vida
como um melro ante um jardim de fruta.

Quando a chuva cessa, detém-se a árvore.
Vislumbramo-la direita, quieta em noites claras,
à espera, como nós, do instante
em que flocos de neve floresçam no espaço.
(1962)

PÁSSAROS MATINAIS

Desperto o automóvel
que tem o pára-brisas coberto de pólen.
Coloco os óculos de sol.
O canto dos pássaros escurece.

Enquanto isso outro homem compra um diário
na estação de comboio
junto a um grande vagão de carga
completamente vermelho de ferrugem
que cintila ao sol.

Não há vazios por aqui.

Cruza o calor da primavera um corredor frio
por onde alguém entra depressa
e conta que como foi caluniado
até na Direcção.

Por uma parte de trás da paisagem
chega a gralha
negra e branca. Pássaro agoirento.
E o melro que se move em todas as direcções
até que tudo seja um desenho a carvão,
salvo a roupa branca na corda de estender:
um coro da Palestina:

Não há vazios por aqui.

É fantástico sentir como cresce o meu poema
enquanto me vou encolhendo
Cresce, ocupa o meu lugar.

Desloca-me.
Expulsa-me do ninho.
O poema está pronto.

(1966)





Outubro - Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

A Associação Internacional de Bibliotecas Escolares (IASL) declarou o mês de outubro o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, cujo lema este ano é "Bibliotecas Escolares. Saber. Um poder para a vida".

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Novo logótipo da Biblioteca Escolar do Agrupamento

Este é o novo logótipo da Biblioteca Escolar do Agrupamento, concebido pelo aluno Miguel Rodrigues da turma A do 9º Ano da Escola básica professor Joaquim Moreira. 

Novo Ano Letivo

Estamos no início de um novo ano letivo, que começa com uma série de alterações relativamente ao ano letivo transato, umas já anunciadas desde o final do ano letivo anterior, outras tornadas públicas mais recentemente.
De qualquer forma, a Biblioteca Escolar continua presente nas escolas do Agrupamento, ao serviço de todos - alunos, professores, pais e restante comunidade -, dinamizando atividades e assegurando apoio aos seus utentes,  com vista a disponibilizar um serviço de qualidade.
Nos próximos dias daremos informações mais detalhadas sobre atividades e serviços que poremos à disposição dos nossos utentes. Estamos igualmente recetivos a sugestões que contribuam para a melhoria do serviço que prestamos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Livro da Semana - de 09 a 15 de Maio

Contos de um mundo com esperança de vários autores




Este é um livro recomendado para o 4º ano de escolaridade destinado a leitura orientada na sala de aula.

Trata-se de um livro de contos infantis, escritos por diversos autores infantis de renome: Matilde Rosa Araújo, José Jorge Letria, Luísa Ducla Soares, Ana Maria Magalhães, Isabel Alçada, Maria do Céu Ferro, Maria Fonseca Santos, Maria Alice M. Sarabando. Todos os contos têm como ponto comum o facto de conterem uma mensagem relacionada de alguma forma com os direitos da criança. Os direitos de autor deste livro revertem a favor da Amnisita Internacional.

O que anda a ler?

A nossa convidada desta semana é a aluna Ana Filipa Gonçalves Simão que frequenta o 5º ano de escolaridade na Escola Básica Integrada de Alcoutim. É uma aluna que revela um desejo ávido de conhecimento e uma capacidade de empenho e trabalho notável. Desde cedo, revelou um enorme gosto pela leitura e sempre que tem algum tempo livre aproveita para ler pois, para além da prática de desportos, a leitura é um dos seus passatempos preferidos. Confidenciou-nos que tem por hábito ler à noite e que lê preferencialmente livros de aventura. O último livro que leu foi o romance com cartoons Diário de um Banana de Jeff Kinney o qual recomenda aos visitantes deste blogue. Actualmente encontra-se a ler O Romance de a Menina dos Pés Azuis da escritora Helena Rainha Coelho.

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 4º ano de escolaridade destinado à leitura orientada na sala de aula – Grau de Dificuldade II.

"Era uma vez um príncipe tão belo quanto o são todos os príncipes dos contos de fadas." Assim começa o primeiro livro para jovens da professora e escritora Helena Coelho. Narrada em moldes clássicos, esta é uma história de encantar passada num qualquer espaço e num qualquer tempo, patenteando os valores do Amor, da Perseverança e da Beleza.

Livro da Semana - de 02 a 08 de Maio

O Sabor da Liberdade de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada




Portugal esteve unido a Espanha 60 anos.
Durante esse tempo foi governado pelos reis Filipe II, Filipe III e Filipe IV, que viviam em Madrid. A situação não agradava, houve tentativas de revolta fracassadas, mas no ano de 1640 um grupo de nobres resolveu preparar um golpe-surpresa, restaurar a independência e aclamar um rei português. Ana, João e Orlando chegam a Lisboa poucos dias antes de a revolução estalar. Instalaram-se no palacete da família Corrêa e acabaram por tomar parte não só nos romances e problemas daquela gente e das suas vizinhas de bairro mas também no grande acontecimento que mudou a história do país.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Livro da semana - de 4 a 10 de abril

Uma Páscoa de Aventuras de João Aguiar

Deitado na praia, num dia de sol, o Carlos adormece e tem um sonho muito esquisito durante o qual ouve umas vozes dizendo coisas que, na aparência, não fazem sentido. Mas foi mesmo um sonho ou terá ele escutado algo que não era para os seus ouvidos? E quando um velhote seu conhecido desaparece misteriosamente o Carlos não hesita: chama o Frederico e o Álvaro, a Catarina vem de Lisboa, e o Bando dos Quatro entra de novo em acção para mais uma espectacular aventura!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Prémio Literário Carlos Brito

A Comissão Organizadora do I Prémio Literário Carlos Brito decidiu alterar o prazo de entrega dos trabalhos dos concorrentes.
Assim, os trabalhos podem ser entregues na Biblioteca Escolar da EBI de Alcoutim até ao dia 27 de Abril de 2011.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Pedro Seromenho de visita à Escola

O escritor Pedro Seromenho visitará o concelho de Alcoutim na próxima terça feira, dia 29 de março. Durante a manhã, haverá uma sessão na Casa dos Condes, em Alcoutim, para os alunos do 1º e 2º ciclos da EBI de Alcoutim, enquanto que tarde terá lugar uma sessão análoga na EBI de Martinlongo.
Este será o segundo encontro do escritor Pedro Seromenho com o público estudantil.

terça-feira, 22 de março de 2011

Dia Mundial da Poesia

Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa

Editorial da 35ª Educação Ambiental em Ação

Transcrevemos seguidamente o Editorial do número 35 da revista online Educação Ambiental em Ação (http://www.revistaea.org), redigido por Bere Adams, por o considerarmos um texto muito interessante:

Chega de ignorar os sinais da natureza

Sento-me para elaborar o editorial da 35ª Edição da Educação Ambiental em Ação muito apreensiva pelas notícias do terremoto que assolou o Japão e provocou tsunamis que inundaram a costa daquele país - e de outros em menores proporções, salientando que ainda há riscos de mais terremotos, neste dia 12 de março de 2011.
Trata-se, portanto, de um desastre natural sem precedentes, e será muito difícil contabilizar os danos causados.

Sem falar nos aspectos das perdas humanas, que são ainda imensuráveis, e olhando pelo aspecto ambiental, a situação é estarrecedora, ainda mais pelos riscos de vazamentos (que já iniciaram) de radiação das usinas nucleares atingidas, o que potencializa o grau da tragédia.

Assim, se inicia um ano com sérios desastres, entre grandes e pequenos, em todos os cantos do mundo. Muita chuva, seca, terremotos, inundações, tsunamis, o que mais?

O desastre ocorrido recentemente no Rio de Janeiro nos mostrou que estamos “analfabetos” quando se trata em lidar com tragédias frente as poderosas forças da natureza. Precisamos, com urgência, pensar em formas de orientações para que saibamos como agir em situações de desastres.

Acessei o portal da Secretaria Nacional de Defesa Civil para verificar o que temos há nossa disposição para orientações básicas, e disponibilizo o link de acesso a algumas recomendações http://www.defesacivil.gov.br/desastres/recomendacoes/index.asp .

A situação exige, no mínimo, uma reação e uma avaliação no que se refere a um preparo para lidarmos com essas situações extremas, se é que realmente somos os animais mais inteligentes do Planeta.

Além de pensar em uma educação que nos prepare para o enfrentamento destas situações, precisamos nos unir e lutar para frear a instalação de obras faraônicas como usinas nucleares e hidrelétricas,  que , mais cedo ou mais tarde, podem se transformar em “bombas relógio”, em casos como o ocorrido no Japão, isso sem falar nos danos ambientais provocados pelas construções destas instalações.

Estamos destruindo a vida com virulência tal, que parece suicídio. Seria uma morte procurada, se não fosse o resultado da destrutividade humana, aparentemente inevitável que acabará mesmo com tudo que vale a pena. Só não o fará, de fato, se se desencadear uma nova revolução; depois da primeira, divina, que engendrou a vida; a segunda, humana, que humanizou e mecanizou o mundo. A terceira seria um freio que detivesse a poluição e a destrutividade [...] Na verdade das coisas, não seria nenhum acontecimento sideral, se a vida se apagasse, espontaneamente, na Terra [...] Seria, porém, uma tristeza do ponto de vista do agente ativo da morte da vida, que somos nós, os humanos. Para nós, portanto, nada é mais imperativo e urgente do que inverter este processo, desencadeando uma terceira revolução, a ecológica, para que a vida sobreviva.” Darcy Ribeiro

A equipe da revista faz parte do grupo de pessoas que acredita nessa 3ª revolução proclamada por Darcy Ribeiro e apresenta diversas ações que objetivam a transformação menos impactante possível da interferência humana no ambiente a partir da moderação e do respeito pela majestosa NATUREZA, que nos abriga em seu ventre e nos proporciona essa fantástica experiência que é viver.